heart means everything
domingo, 18 de setembro de 2011
Já senti a morte de perto
quinta-feira, 28 de julho de 2011
O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint- Exupéry
Assim, se a gente lhes disser: "A prova de que o principezinho existia é que ele era encantador, que ele ria, e que ele queria um carneiro. Quando alguém quer um carneiro, é porque existe" elas darão de ombros e nos chamarão de criança! Mas se dissermos: "O planeta de onde ele vinha é o asteróide B 612" ficarão inteiramente convencidas, e não amolarão com perguntas. Elas são assim mesmo. É preciso não lhes querer mal por isso. As crianças devem ser muito indulgentes com as pessoas grandes.
Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos números! Gostaria de ter começado esta história à moda dos contos de fada. Teria gostado de dizer: "Era uma vez um pequeno príncipe que habitava um planeta pouco maior que ele, e que tinha necessidade de um amigo..." Para aqueles que compreendem a vida, isto pareceria sem dúvida muito mais verdadeiro.
Porque eu não gosto que leiam meu livro levianamente. Dá-me tristeza narrar essas lembranças! Faz já seis anos que meu amigo se foi com seu carneiro. Se tento descrevê-lo aqui, é justamente porque não o quero esquecer. É triste esquecer um amigo. Nem todo o mundo tem amigo. E eu corro o risco de ficar como as pessoas grandes, que só se interessam por números. Foi por causa disso que comprei uma caixa de tintas e alguns lápis também. É duro pôr-se a desenhar na minha idade, quando nunca se fez outra tentativa além das jibóias fechadas e abertas dos longínquos seis anos! Experimentarei, é claro, fazer os retratos mais parecidos que puder. Mas não tenho muita esperança de conseguir. Um desenho parece passável; outro, já é inteiramente diverso. Engano-me também no tamanho. Ora o principezinho está muito grande, ora pequeno demais. Hesito também quanto à cor do seu traje. Vou arriscando então, aqui e ali. Enganar-me-ei provavelmente em detalhes dos mais importantes. Mas é preciso desculpar. Meu amigo nunca dava explicações. Julgava-me talvez semelhante a ele. Mas, infelizmente, não sei ver carneiro através de caixa. Sou um pouco como as pessoas grandes. Acho que envelheci."
quarta-feira, 27 de abril de 2011
As vezes
sábado, 9 de abril de 2011
De novo
Untitled 11
Bang, bang, bang…
O Relógio antigo de madeira conservado frente a sala de estar, anunciava 23:00 horas. “Detesto esse barulho” - pensava ela. Após a morte da pobre tia Ana, por que diabos ficar com um relógio velho e barulhento? Tia Ana era uma mulher doce. Costumava ser uma daquelas tias que mimam os sobrinhos com zilhões de balas e histórias divertidas sobre princesas e seus adoráveis finais felizes. Às vezes, até mencionava belas capas e lindos cavalos brancos.
Bang, Bang, Bang…
Mas que diabos! “Ao invés do relógio, deveríamos ter ficado com o livro de histórias” - dizia ela apertando o travesseiro contra os ouvidos na tentativa de diminuir o barulho. Até Spike passara para debaixo da cama. A lua banhava o céu estrelado. Banhava as ruas vazias e o chão de seu quarto, agora, silencioso. Seria uma daquelas noites longas as quais você deseja que seu corpo seja desligado da mente. Corpo cansado mente pensativa. Deveria haver uma espécie de conexão direta entre as duas. “Minhas olheiras agradeceriam se eu pudesse dormir rapidamente” - ela sussurrou.
Isso já virara uma espécie de rotina. Essa coisa de encostar a cabeça no travesseiro, olhar para o teto e pensar em nada e em tudo ao mesmo tempo. Não a julguem, pois afinal, adesivos fluorescentes de estrelas colados no teto podem fazer a sua mente vagar por quilômetros…
“Quanta bobagem” - ela riu de si mesma. Então, puxou a coberta pra mais perto e abraçou um punhado dela, como se estivesse protegendo a pessoa mais preciosa do mundo. Suspiros tomaram conta do quarto quieto.
Diga-me, qual é a primeira coisa que você pensa antes de dormir e a primeira ao acordar? Talvez não seja tão difícil de responder, talvez não seja tão incomum assim. Digo, não são coisas que desejaria ter ou fazer. A pergunta certa seria: em quem você pensa ao encostar a cabeça no travesseiro?
“Quanta tolice!” - ela virou-se abruptamente dando as costas para o espaço fluorescente acima de sua cabeça.
Bang, Bang, Bang…
O relógio ressoava novamente.
Bang, ban, b…
Seus olhos foram fechando-se aos poucos a medida em que não se podia ouvir mais nada, exceto Spike ronronar pela ultima vez. Ainda havia muitos pensamentos a serem questionados. Mas resolveu guardá-los para uma próxima vez, uma próxima noite de insônia qualquer.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Tempo perdido
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
São perguntas que talvez não tenha respostas.
O que vemos hoje em dia são pessoas alucinadas e em busca de status tanto na vida virtual, como na pessoal. E quantas coisas importantes deixamos, estamos deixando e deixaremos para trás? Quais as consequências disso?
Por que esse sucesso passageiro tanto nos deslumbra e nos tornam fúteis? A troco de quê estamos em busca disso?
Por que na maioria das vezes, sempre escolhemos o que é errado, e depois temos que arcar com as consequências?
E como saberemos que estamos agindo certo?
Sim, são infinitas as perguntas, talvez sem respostas.
Vamos aproveitar nossas potencialidades ao máximo, não esperemos ter que acontecer um episódio trágico na nossa vida para podermos abrir os olhos e notarmos o quanto a gente erra. Vamos valorizar quem tá próximo da gente, as pessoas que nos querem bem...
Não vamos perder tempo tentando sermos notados. Pode apostar que as poucas pessoas que percebem o quanto você é especial, são suficientes.
Até que ponto um decisão nossa pode mudar todo o nosso destino?